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28 de março de 2011

Palavras




Não mais direi as palavras que não gostaria de ouvir.
Irei calar tudo que me vem de dentro.
E se eu explodir? Que libere apenas a morte dessas palavras sufocadas.
Que vivam somente aquelas que suscitem vida
Que me liberte da dor, que me carregue em paz e me conduza ao infinito.
Ah palavras! Tanto me destes alegria como a levara.
Chega sem nada avisar. Leva sem nada deixar!
Palavras...

4 de janeiro de 2011

O cais




O cais



Quando chega a noite, é que me sinto tomado pelo desespero.

O único cais que suporta a onda de minha dor é o local onde me deito, fazendo-me suplicar a cada onda que morre, o fôlego pela vida.

Agarro-me a cada prece que faço.

Deus! Você consegue escutar minha voz nessa noite em meio a tantas vozes?

E quando deito em meu lote de solidão, me dispo de tantas coisas alegres e assim vem a angustia que torna essas ondas agitadas, ferozes.

Minha única esperança é a luz de um farol que enxergo através da nevoa.

Um fraco rastro de luz , mas que consegue ultrapassar a escuridão.

E a cada suspiro, a dor é dissipada. Alastra-se por todo meu corpo.

Já no último suspiro eu adormeço, para que assim novamente retorne a noite ao cais.